Saber quanto custa um visto para Portugal antes de iniciar o processo é essencial para planejar o orçamento sem surpresas. Todo visto cobrado no Brasil para fins de imigração ao país lusitano reúne, no mínimo, encargos em duas fases: as taxas consulares na fase brasileira e as taxas da AIMA — Agência para a Integração, Migrações e Asilo — cobradas já em território nacional na fase da autorização de residência.
Além disso, somam-se documentos, seguro de saúde e, quando aplicável, honorários de assessoria. A tabela abaixo organiza esse custo tipo a tipo para você não ter surpresa na hora do agendamento.
Como se divide o custo de um visto para Portugal: a estrutura que vale para todos os tipos
Antes de entrar nos números de cada visto, entender a lógica do custo poupa muita confusão. O processo de um visto de residência tem duas fases com encargos separados: a fase consular (no Brasil) e a fase da autorização de residência (em Portugal). Conhecer essa divisão é o primeiro passo para calcular quanto custa um visto para Portugal no seu caso específico.
Na fase consular, você paga dois valores ao entregar o pedido na VFS Global:
- Taxa consular: €110 para qualquer visto nacional de residência ou estada temporária, conforme a Portaria n.º 91/2025/1. Esse valor é pago em reais, convertido pelo câmbio do dia.
- Taxa de serviço da VFS Global: €40 por pedido, paga no agendamento online, também em reais.
Na fase da autorização de residência — já em Portugal, após a aprovação do visto —, a AIMA cobra taxas separadas. Para o Pedido de Autorização de Residência, a página de serviço informa taxas de aproximadamente €100,00 (não inclusas) a serem pagas no dia da entrevista junto à AIMA.
Além dessas taxas oficiais, a maioria dos pedidos exige papéis com custo próprio. Por exemplo: certidão de antecedentes criminais da Polícia Federal (com validade de 90 dias, segundo a lista de requisitos da VFS de 09/07/2025), seguro de saúde internacional e apostilamento de certidões. Conforme a modalidade solicitada, também podem ser exigidos comprovantes financeiros. Esses valores variam — por isso a tabela a seguir separa o que é taxa oficial do que é custo estimado de documentação.
Tabela de custos do visto para Portugal: taxa consular, VFS e AIMA em 2026
Os valores de taxa consular e VFS são uniformes para todas as modalidades nacionais. O que difere entre elas é a exigência documental e, posteriormente, as taxas da AIMA em Portugal. A tabela foi construída a partir dos dados disponíveis nas páginas de serviço, enquanto os prazos de cada serviço seguem as informações divulgadas pela Cidadania e Visto.
| Tipo de visto | Taxa consular | Taxa VFS Global | AIMA — taxas em Portugal | Prazo do processo |
|---|---|---|---|---|
| D1 — Trabalho subordinado | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D2 — Profissional autônomo | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D2 — Empreendedor | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D3 — Trabalho altamente qualificado | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D4 — Estudante | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D6 — Reagrupamento familiar | Isento (filhos menores em reagrupamento)* | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D7 — Rendimentos próprios / aposentado | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| D8 — Nômade digital | €110 | €40 | Aprox. €100 (não inclusa) | 60 a 90 dias |
| Estada Temporária | €110 | €40 | N/A (não gera AR) | 60 a 90 dias |
*A isenção da taxa consular para descendentes de titulares de Autorização de Residência não é detalhada na página de serviço para o Visto D6, que informa taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. Taxas convertidas em reais conforme câmbio do dia pelo Banco Central.
O que está fora da tabela: gastos extras ao tirar visto para Portugal que mais surpreendem
As taxas oficiais são a parte previsível do orçamento. O que tende a surpreender são os custos de documentação e os encargos preparatórios. Veja os principais:
Seguro de saúde internacional
Todo visto de residência exige seguro com cobertura de despesas médicas e repatriamento válido pelo período de permanência. O valor varia bastante conforme a cobertura, a faixa etária e a seguradora. Uma alternativa gratuita para brasileiros é o PB4 (Certificado de Direito à Assistência Médica), emitido pelo Ministério da Saúde do Brasil — aceito por vários postos consulares no lugar do seguro pago. Confirme com o consulado ou a assessoria se o PB4 é aceito para o seu tipo de visto.
Apostilamento e autenticação de documentos
Certidões brasileiras usadas no pedido precisam de apostilamento conforme a Convenção de Haia. O custo varia por estado. Se quiser comparar os valores por unidade da federação, o artigo quanto custa cada certidão para a cidadania portuguesa em cada estado do Brasil traz uma tabela completa atualizada para 2026.
Certidão de antecedentes da Polícia Federal
A maioria dos vistos de residência exige essa certidão. Ela tem validade de 90 dias (segundo a lista de documentos da VFS de 09/07/2025). Se vencer antes da entrevista, você precisará emitir novamente — o que pode gerar custo extra e atrasar o processo.
NIF e representação fiscal em Portugal
Para vistos que exigem conta bancária portuguesa ou comprovação de vínculos financeiros com Portugal, o NIF (Número de Identificação Fiscal) é o ponto de partida. A emissão do NIF em si é isenta de taxas do governo, mas pode envolver representação fiscal se você ainda não residir em Portugal.
Comprovação de meios de subsistência
Não se trata de uma taxa, mas esse requisito pode exigir que você mantenha saldo em conta bancária — o que representa um capital imobilizado. A renda de referência para o visto D7, por exemplo, segue a Portaria n.º 1563/2007: 100% do salário mínimo nacional português para o titular, mais 50% por adulto adicional e 30% por filho menor.
O salário mínimo português vigente em 2026 é de €920 por mês, fixado pelo Decreto-Lei n.º 139/2025. Alguns postos consulares exigem, na prática, um saldo em conta bancária portuguesa equivalente a 12 meses desse valor — isso é exigência do consulado, não lei; confirme com o posto responsável pela sua cidade.
Quanto custa cada tipo de visto para Portugal: estimativa por perfil
Somar as taxas oficiais já ajuda. No entanto, o custo real depende do seu perfil. A seguir, um panorama por tipo de visto, sem inventar valores que não estão confirmados em fonte oficial:
Visto D7 — Aposentados e quem vive de renda passiva
As taxas oficiais da fase consular para o Visto D7 não são detalhadas na página de serviço, que informa taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. As taxas oficiais da AIMA em Portugal não são detalhadas na página de serviço específica. Para o Pedido de Autorização de Residência, a página de serviço informa taxas de aproximadamente €100,00 (não inclusas) a serem pagas no dia da entrevista junto à AIMA. O artigo quanto custa o visto D7 para aposentados detalha cada gasto, incluindo seguro de saúde e a reserva bancária exigida pelo consulado.
Visto D1 — Trabalho com contrato
As taxas oficiais da fase consular e da AIMA para o Visto D1 não são detalhadas na página de serviço. A página de serviço do Visto D1 informa taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. Para o Pedido de Autorização de Residência, a página de serviço informa taxas de aproximadamente €100,00 (não inclusas) a serem pagas no dia da entrevista junto à AIMA. O diferencial está na documentação: o art. 59.º da Lei n.º 23/2007 (Lei de Estrangeiros, na redação da Lei n.º 61/2025) rege esse visto. A lei não fixa salário mínimo ou prazo mínimo de contrato — o que muda é a exigência que cada consulado pratica.
Empresas que contratam brasileiros podem, além disso, usar a pré-autorização de visto de trabalho, em vigor desde julho de 2026.
Visto D3 — Profissional altamente qualificado
As taxas consulares para o Visto D3 não são detalhadas na página de serviço, que informa taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. O art. 61.º-A da Lei n.º 23/2007 exige remuneração de 1,5× o salário médio anual ou 3× o IAS (Indexante dos Apoios Sociais). Ademais, cônjuge e filhos do titular de D3 estão isentos dos 2 anos de residência normalmente exigidos para reagrupamento familiar, conforme o art. 98.º, n.º 3, al. c) da mesma lei.
Visto D4 — Estudante
As taxas consulares para o Visto D4 não são detalhadas na página de serviço, que informa taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. O art. 97.º da Lei n.º 23/2007 (na redação da Lei 18/2022) permite que estudantes exerçam atividade profissional complementar sem limite de horas e sem comunicação à AIMA. Na verdade, essa informação circula de forma errada em muitos lugares — vale a confirmação direta na legislação.
Visto D6 — Reagrupamento familiar
A isenção da taxa consular para descendentes de titulares de Autorização de Residência não é detalhada na página de serviço para o Visto D6, que informa taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. A taxa VFS não é detalhada na página de serviço para o Visto D6. A regra geral para reagrupamento exige 2 anos de residência legal do requerente principal, com exceções previstas na Lei n.º 61/2025.
Quais custos mudam quando você contrata uma assessoria de visto?
Uma assessoria não elimina as taxas oficiais — você as paga diretamente ao consulado e à AIMA. O que muda é o risco de erro documental, que pode custar caro. Um documento fora do prazo de validade, uma certidão sem apostila ou uma comprovação de renda no formato errado resulta em indeferimento do pedido e perda da taxa consular paga.
A Cidadania e Visto é uma assessoria especializada em cidadania portuguesa e autorizações de residência em Portugal, com advogados inscritos na OAB (Brasil) e na Ordem dos Advogados de Portugal, estrutura própria nos dois países. Na área de imigração, a estimativa de taxas consulares informada na página de serviços é de aproximadamente R$ 1.000 por requerente.
Para a fase da AIMA em Portugal, os serviços de Pedido de Autorização de Residência têm taxas de aproximadamente €100 pagas no dia da entrevista, conforme informado na página do serviço. Portanto, o caminho mais curto é o que evita o retrabalho: um pedido indeferido significa novas taxas, novo agendamento (com fila) e meses de atraso.
Passo a passo: como calcular o custo total do seu visto para Portugal
- Defina o tipo de visto com base no seu perfil (trabalho, renda passiva, estudo, nômade digital). Se ainda não sabe qual se encaixa no seu caso, use o teste de visto gratuito.
- Consulte as taxas oficiais da fase consular para o seu tipo de visto. As páginas de serviço informam taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto. Converta pelo câmbio do dia para saber o valor em reais.
- Liste os documentos exigidos para o seu tipo de visto e calcule o custo de cada um: emissão de certidões, apostilamento, seguro de saúde.
- Acrescente as taxas da AIMA em Portugal: Para o Pedido de Autorização de Residência, a página de serviço informa taxas de aproximadamente €100,00 (não inclusas) a serem pagas no dia da entrevista junto à AIMA.
- Confira se há capital imobilizado exigido (como saldo em conta bancária portuguesa) e planeje esse valor separado das taxas.
- Adicione honorários de assessoria, se optar por apoio profissional — esses variam e devem ser comparados em propostas que deixem claro o que inclui e o que não inclui.
Perguntas Frequentes sobre quanto custa um visto para Portugal
Qual é a taxa consular para visto de residência em Portugal em 2026?
A taxa consular para qualquer visto nacional de residência ou estada temporária é de €110, conforme a Portaria n.º 91/2025/1, de 10 de março de 2025. A ela se soma a taxa de serviço da VFS Global de €40. As páginas de serviço informam taxas de aproximadamente R$1.000,00 (não inclusas no serviço) a serem pagas antes do Pedido do Visto, valor convertido em reais conforme o câmbio do dia.
Existe alguma isenção da taxa consular do visto para Portugal?
As isenções da taxa consular não são detalhadas nas páginas de serviço disponíveis. Consulte diretamente o consulado responsável pela sua região para obter informações sobre eventuais isenções aplicáveis ao seu caso.
Quanto custa a autorização de residência na AIMA em Portugal em 2026?
Para o Pedido de Autorização de Residência, a página de serviço informa taxas de aproximadamente €100,00 (não inclusas) a serem pagas no dia da entrevista junto à AIMA. Esses valores são pagos já em Portugal, na etapa que segue a aprovação do visto pelo consulado.
A taxa consular é a mesma para todos os vistos de residência — D1, D2, D3, D4, D7?
A taxa consular de €110 se aplica a todos os vistos nacionais de residência (D1, D2, D3, D4, D6, D7, D8 e estada temporária), conforme a Portaria n.º 91/2025/1. O que muda entre os tipos é a exigência documental, a comprovação de renda e os requisitos legais — não o valor da taxa consular em si.
Preciso de seguro de saúde para pedir visto de Portugal? Qual o custo?
Sim, todos os vistos de residência exigem seguro de saúde com cobertura de despesas médicas e repatriamento. O custo varia conforme a seguradora, a faixa etária e a cobertura escolhida. Uma alternativa gratuita para brasileiros é o PB4 (Certificado de Direito à Assistência Médica), emitido pelo Ministério da Saúde — aceito por vários postos consulares. Confirme com o consulado ou com sua assessoria se o PB4 é válido para o seu tipo de visto antes de contratar um seguro pago.
Se meu visto for negado, eu recupero a taxa consular?
Em caso de recusa do visto, a taxa consular paga refere-se ao tratamento administrativo do pedido. Por isso, organizar bem a documentação antes do pedido evita perder esse valor — e o tempo de espera na fila do consulado. Consulte o consulado responsável para informações detalhadas sobre a política de reembolso aplicável ao seu caso.
Cada caso tem particularidades: tipo de visto, composição familiar, atividade profissional e perfil financeiro influenciam quais documentos você vai precisar e em que sequência. Se quiser entender qual é o melhor caminho para o seu perfil, a equipe da Cidadania e Visto faz uma análise gratuita antes de qualquer contrato. Diagnóstico antes do compromisso financeiro — sem criar expectativa falsa.






