O visto D7 para aposentado custa, em 2026, a soma de três blocos: as taxas do pedido (no Brasil, cerca de R$ 1.000 em taxa consular e de serviço, pela estimativa da nossa tabela de serviços), os gastos com documentos e seguro, e as taxas da AIMA em Portugal. À parte fica a reserva financeira: pelo menos 12 meses de rendimento de €920 (100% do salário mínimo português), ou seja, €11.040 para uma pessoa, que continua sendo seu dinheiro.
A taxa do consulado é só uma parte do gasto. Por isso, este artigo detalha os custos do visto D7 para aposentados, etapa por etapa, e mostra onde conferir cada valor antes de pagar.
Por que o custo do visto D7 para aposentados vai muito além da taxa do consulado
Muitas pessoas começam o planejamento do Visto D7 olhando só para a taxa consular. É compreensível: ela aparece logo na primeira pesquisa. No entanto, o processo tem outros gastos que pesam tanto quanto ela.
O D7 tem duas fases. A primeira é a consular, ainda no Brasil, com o pedido entregue num centro da VFS Global. A segunda é a autorização de residência, já em Portugal, pedida à AIMA. Cada fase tem os seus próprios custos.
Além disso, antes de chegar à VFS Global você reúne um conjunto de documentos: certidão de antecedentes criminais apostilada, comprovantes de renda, seguro de viagem, NIF português, conta bancária em Portugal e, na prática, comprovação de alojamento. Cada item tem um custo próprio.
A seguir, os gastos organizados por categoria.
Taxas oficiais do visto D7: consulado, VFS Global e AIMA
As taxas governamentais são os custos mais previsíveis. Ainda assim, os valores são atualizados de tempos em tempos e, em reais, mudam com a cotação do euro. Confirme sempre o valor em vigor nos sites oficiais antes de pagar.
Fase 1 — Taxas na VFS Global (Brasil)
No Brasil, você paga a taxa consular do visto de residência e a taxa de serviço da VFS Global, que recebe os pedidos em nome dos consulados. Pela estimativa da nossa tabela de serviços para o visto D7, essas taxas somam cerca de R$ 1.000 por pessoa, pagas antes do pedido. O valor exato em reais varia a cada mês com o câmbio; consulte-o no site da VFS Global antes do agendamento.
Desde 17 de abril de 2026, todos os pedidos de visto para Portugal feitos no Brasil são entregues presencialmente num centro da VFS, segundo as perguntas frequentes da VFS Global. Portanto, inclua no orçamento o deslocamento até o centro mais próximo.
- Taxa consular do visto de residência: fixada em euros; confirme em vistos.mne.gov.pt ou na VFS.
- Taxa de serviço da VFS Global: cobrada à parte, em reais.
- Serviços opcionais da VFS: por exemplo, devolução do passaporte por courier e avisos por SMS, com valores adicionais.
Fase 2 — Taxas na AIMA (Portugal)
Em Portugal, o pedido de autorização de residência tem taxas próprias, previstas na tabela de taxas da AIMA (Portaria n.º 307/2023): uma pela receção e análise do pedido e outra pela emissão do título. A tabela prevê redução de 25% quando o pedido é apresentado pelo canal digital, nos serviços em que ele existe.
Os valores subiram cerca de 25% a partir de 1 de março de 2026, e os nacionais de países da CPLP continuam com taxas reduzidas, segundo o DN Brasil. Pela estimativa da nossa tabela de serviços, a autorização de residência tem taxas de aproximadamente €100, pagas no dia do atendimento na AIMA. Confira o valor exato em aima.gov.pt antes do atendimento.
Quanto custa a documentação do visto D7: apostilas, traduções e certidões
A preparação dos documentos é onde as estimativas mais falham. O gasto depende do número de documentos, do estado em que você mora e de quantas pessoas vão no pedido.
Documentos que exigem Apostila de Haia
A certidão de antecedentes criminais da Polícia Federal é obrigatória e precisa de Apostila de Haia, segundo a lista de documentos do D7 da VFS Global. Na lista da VFS de 9 de julho de 2025, a certidão valia por 90 dias. Por isso, ela costuma ser um dos últimos documentos a emitir: tirada cedo demais, vence antes do atendimento e precisa ser refeita e apostilada de novo.
O custo da apostila é definido pelos cartórios de cada estado. Para as certidões do registro civil (nascimento e casamento), a calculadora de custos de documentos mostra os valores oficiais do seu estado, incluindo o apostilamento. Documento brasileiro não precisa de tradução para uso em Portugal, então não há gasto com tradutor juramentado.
Documentos que normalmente passam por cartório no processo D7:
- Certidão de antecedentes criminais (Polícia Federal), com apostila;
- Certidões de estado civil (nascimento e casamento), quando o consulado pede ou há dependentes;
- Comprovantes de aposentadoria ou de outros rendimentos, conforme a lista da VFS;
- Procuração para um representante em Portugal (se houver), com apostila.
Comprovação de alojamento em Portugal
A lei não fixa uma duração mínima para o contrato de arrendamento no D7. Pela Portaria n.º 1563/2007, citada na lista da VFS, os meios de subsistência exigidos podem cair para metade quando você comprova ter o alojamento assegurado. Na prática, os consulados costumam analisar se a moradia indicada é adequada ao pedido, e reservas curtas de hotel tendem a ser mal recebidas. Conseguir um arrendamento à distância pode envolver custos de intermediação e de caução.
Seguro de saúde no visto D7 para aposentados: custo obrigatório e frequentemente subestimado
A lista da VFS para o D7 pede um seguro de viagem válido que cubra despesas médicas, incluindo assistência urgente. A mesma lista dispensa os cidadãos da CPLP, como os brasileiros, de apresentar esse seguro. Como a lista não tem data, confirme a regra no momento do agendamento.
O preço de um seguro varia muito com a seguradora, a cobertura e, sobretudo, a idade. Para aposentados, esse custo tende a ser mais alto, por isso vale pedir cotações com antecedência, mesmo que o seguro não seja exigido no pedido.
Depois de obter a autorização de residência, você pode se inscrever no Serviço Nacional de Saúde (SNS) português. Aposentados do INSS também podem pedir o PB4 (CDAM), que dá acesso à rede pública portuguesa pelo acordo entre os dois países; veja a diferença entre PB4 e CDAM. Mesmo assim, muitos aposentados mantêm um plano privado por opção.
NIF, conta bancária e reserva financeira obrigatória no processo D7
Esses três itens dependem um do outro. Além disso, costumam ser subestimados numa estimativa rápida.
NIF e representação fiscal
Antes de abrir conta bancária em Portugal, você precisa do Número de Identificação Fiscal (NIF). Ele pode ser pedido à distância, com um representante em Portugal, antes da viagem. Deixá-lo para o fim atrasa todas as etapas seguintes.
Quem mora fora da União Europeia costuma nomear um representante fiscal. O serviço de emissão do NIF com representação fiscal é isento de taxas públicas; o prazo estimado na nossa tabela é de 45 a 90 dias online ou até 21 dias presencialmente.
Conta bancária em Portugal
A conta em Portugal serve para mostrar os meios de subsistência ao consulado. O banco pede NIF, documento de identidade e, conforme a instituição, outros comprovantes. A abertura em si não tem taxa pública, mas os bancos cobram manutenção mensal, que varia com o pacote. Veja como funciona a abertura de conta bancária em Portugal para não residentes, com prazo estimado de 30 a 90 dias.
Reserva financeira obrigatória (não é custo, mas exige planejamento)
Este é o item que mais surpreende. A Portaria n.º 1563/2007 fixa os meios de subsistência em 100% do salário mínimo português para o titular, 50% para cada adulto a mais e 30% para cada filho. Em 2026, o salário mínimo é de €920, pelo Decreto-Lei n.º 139/2025.
A lista da VFS pede meios para pelo menos 12 meses. Para uma pessoa, isso dá €11.040 (12 × €920). Esse dinheiro não é gasto: continua seu. Mesmo assim, precisa estar disponível, o que exige planejar a transferência internacional e abrir a conta antes. Deixar o saldo numa conta portuguesa é prática consular, não exigência da lei.
Para um casal, a referência sobe para €1.380 por mês (€920 + €460), ou €16.560 em 12 meses. Veja mais em visto D7 para casal de aposentados.
- Titular: €920/mês (100% do salário mínimo);
- Cônjuge ou outro adulto: + €460/mês (50%);
- Cada filho dependente: + €276/mês (30%).
Confirme os critérios do seu posto consular em vistos.mne.gov.pt antes de começar.
Assessoria jurídica para o visto D7: quanto custa contratar um especialista
O preço de uma assessoria para o Visto D7 depende do escopo, do perfil do caso e do número de pessoas. Processos com renda composta (aposentadoria, aluguéis e dividendos) ou com dependentes dão mais trabalho e, por isso, custam mais.
Peça sempre um orçamento que diga o que está incluído (NIF, conta bancária, acompanhamento na AIMA) e o que não está. Taxas públicas, como as do consulado e da AIMA, normalmente ficam de fora do preço do serviço.
O principal motivo para contratar uma assessoria não é o preço, mas o risco. Um pedido montado com falhas pode ser recusado, e as taxas pagas, em regra, não são devolvidas. Além disso, documentos refeitos geram novos custos de certidão e apostila.
No visto D7, o acompanhamento é feito por um advogado dedicado, do diagnóstico ao título de residência.
Quanto custa o visto D7 para aposentados: estimativa realista do início ao fim
A tabela resume os gastos de um processo D7 para um aposentado sozinho em 2026 e onde conferir cada valor. Não há um total fechado: seguro, alojamento e cartório variam demais de caso para caso.
| Item | Referência de custo | Onde conferir |
|---|---|---|
| Taxa consular + taxa de serviço da VFS | Cerca de R$ 1.000 por pessoa (estimativa da nossa tabela de serviços) | Site da VFS Global, antes do agendamento |
| Certidão da PF + apostila | Apostila pela tabela do cartório do seu estado | Cartório; certidão válida por 90 dias na lista da VFS de 09/07/2025 |
| Outras certidões e apostilas | Depende do número de documentos | Calculadora de custos de documentos |
| Seguro de viagem | Varia por seguradora e idade | Lista da VFS dispensa cidadãos da CPLP |
| NIF + representação fiscal | Isento de taxas públicas; honorários do prestador | Prestador escolhido |
| Abertura de conta bancária | Sem taxa de abertura; manutenção mensal do banco | Banco escolhido |
| Taxas da AIMA (autorização de residência) | Aproximadamente €100 (estimativa da nossa tabela de serviços) | Tabela de taxas em aima.gov.pt |
| Assessoria jurídica | Variável por escopo | Orçamento detalhado por escrito |
| Reserva financeira (não é gasto) | €11.040 para uma pessoa (12 × €920) | Portaria n.º 1563/2007 e DL n.º 139/2025 |
Os valores são referências. Confirme taxas e prazos nos sites oficiais: vistos.mne.gov.pt e aima.gov.pt.
O que pode dar errado no visto D7 para aposentados — e quanto custa o retrabalho
Conhecer os erros mais comuns é tão útil quanto estimar os custos iniciais. Um pedido com falhas exige documentos novos, novo agendamento e, no pior caso, termina em recusa, com perda das taxas pagas.
Os pontos de atenção mais frequentes são documentos vencidos (a certidão da PF vale pouco tempo e precisa de apostila) e renda mal comprovada. Não basta ter o valor mínimo: o consulado olha a regularidade e a origem dos rendimentos.
Outros erros que geram custos extras:
- Alojamento pouco convincente: reservas curtas de hotel costumam ser mal recebidas; um arrendamento ou outro título de alojamento estável é mais seguro.
- Renda irregular ou mal documentada: rendimentos pontuais ou sem explicação tendem a gerar pedidos de documentos adicionais.
- NIF obtido tarde: sem NIF não há conta bancária e, sem conta, fica difícil mostrar os meios de subsistência.
- Entrar em Portugal como turista para regularizar depois: a manifestação de interesse acabou com o Decreto-Lei n.º 37-A/2024, e a autorização de residência CPLP para quem entrou sem visto acabou com a Lei n.º 61/2025. Hoje, o caminho é pedir o visto no Brasil.
Para ver as etapas operacionais com os documentos de cada fase, leia como pedir o visto D7 na VFS Global passo a passo.
Prazos médios do processo completo do visto D7
A lei fixa os prazos de decisão, e a nossa tabela de serviços traz as estimativas práticas:
- Fase consular (Brasil): a lei prevê decisão sobre o visto de residência em 60 dias (art. 58.º da Lei n.º 23/2007). A nossa estimativa para o processo do visto D7 é de 60 a 90 dias. O visto vale por 4 meses e permite duas entradas.
- Fase AIMA (Portugal): a lei manda decidir o pedido de autorização de residência em 90 dias, prorrogáveis por 30 em casos excecionais (art. 82.º, n.º 5, com a redação da Lei n.º 62/2026). A nossa estimativa para o pedido de autorização de residência é de 60 a 120 dias. O cartão pode demorar mais a chegar; veja o que esperar do prazo do título de residência da AIMA.
Se você ainda está decidindo a modalidade, vale ler o comparativo entre o D7 e o D8 para aposentados, que explica quando cada um faz mais sentido.
Uma nota sobre tributação no visto D7: o que mudou com o fim do RNH
Este ponto afeta o planejamento de longo prazo, embora não seja um custo direto do visto.
O Regime de Residente Não Habitual (RNH), que tributava aposentadorias estrangeiras com taxa reduzida, foi encerrado para novas inscrições em 2024. O regime que o substituiu, o IFICI, é para rendimentos de trabalho em atividades específicas e não serve para aposentados. Assim, quem se muda agora entra nas regras normais do IRS, com taxas progressivas.
Isso não significa pagar imposto duas vezes. Pela Convenção Brasil–Portugal (art. 18, n.º 2), as pensões pagas pela previdência pública brasileira, como o INSS, em regra são tributadas no Brasil. Aposentadorias privadas seguem outra regra. Veja os detalhes em imposto de renda do aposentado com visto D7 e consulte um contabilista antes de se mudar.
Perguntas Frequentes sobre o Custo do Visto D7 para Aposentados
Quanto custa a taxa consular do Visto D7 em 2026?
A taxa consular do visto de residência é fixada em euros e paga junto com a taxa de serviço da VFS Global; pela estimativa da nossa tabela de serviços, as duas somam cerca de R$ 1.000 por pessoa, pagas antes do pedido, e o valor em reais muda a cada mês com o câmbio, por isso confirme-o no site da VFS Global e em vistos.mne.gov.pt antes do agendamento.
Qual é a reserva financeira mínima exigida para o D7 em 2026?
Pela Portaria n.º 1563/2007, o titular precisa de meios equivalentes a 100% do salário mínimo português (€920 em 2026), com mais 50% por adulto e 30% por filho; como a lista da VFS pede meios para 12 meses, isso dá €11.040 para uma pessoa e €16.560 para um casal, e deixar esse saldo numa conta portuguesa é prática consular, não exigência da lei.
O seguro de saúde é obrigatório para o Visto D7?
A lista da VFS para o D7 pede um seguro de viagem que cubra despesas médicas, mas dispensa os cidadãos da CPLP, como os brasileiros, de apresentá-lo; como a lista não tem data, confirme no agendamento, e lembre que, depois da autorização de residência, você pode se inscrever no SNS português ou usar o PB4 (CDAM), se for aposentado do INSS.
Quanto tempo leva o processo completo do Visto D7?
A lei prevê decisão sobre o visto em 60 dias e sobre a autorização de residência em 90 dias, prorrogáveis por 30; pela nossa tabela de serviços, a estimativa é de 60 a 90 dias para o visto D7 e de 60 a 120 dias para a autorização de residência na AIMA, sem contar o tempo de preparar os documentos e a entrega do cartão.
Vale a pena contratar assessoria jurídica para o Visto D7?
Depende do caso: com renda simples (só INSS) e documentos em ordem, o pedido é mais direto, enquanto renda composta, dependentes ou documentos com inconsistências aumentam o risco de exigências e de recusa, e como as taxas pagas em regra não são devolvidas, um erro pode custar mais do que a assessoria preventiva.
O que acontece com as taxas pagas se o visto for negado?
Em regra, a taxa consular, a taxa de serviço da VFS e as taxas da AIMA não são devolvidas quando o pedido é recusado ou quando você desiste, por isso vale conferir a elegibilidade e a lista de documentos antes de pagar e agendar.
Posso solicitar o Visto D7 sem antes ter conta bancária em Portugal?
A lei pede meios de subsistência, não uma conta portuguesa, mas na prática os consulados costumam pedir o saldo numa conta em Portugal, e para abri-la você precisa do NIF; por isso, a ordem mais segura é NIF, conta bancária, depósito da reserva, documentos completos e só então o agendamento na VFS Global.
Próximo passo: diagnóstico antes do investimento
A composição da renda, o estado dos documentos, a família e o tipo de alojamento mudam o custo e o prazo de cada processo. O caminho mais barato é o que evita retrabalho.
Antes de montar documentos ou pagar taxas, peça um orçamento sem compromisso ou fale com um especialista. Cada caso tem suas particularidades — começa por uma análise honesta.
Aviso legal: as informações deste artigo têm caráter informativo e não substituem uma consulta jurídica individual. Cada caso de visto para Portugal tem particularidades que podem mudar requisitos, prazos e procedimentos.






