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Visto D2 Portugal 2026: guia para empreendedores brasileiros

Visto D2 Portugal 2026: guia para empreendedores brasileiros
Dr. Wladinei Munhoz
Artigo deDr. Wladinei Munhoz

Advogado inscrito nas OABs: SP-232.306, BA-30.611, SE-651/A, MT-36.411/A e na Ordem dos Advogados de Portugal (cédula nº 67514P). Especialista em cidadania portuguesa e direito de imigração para Portugal, atua há mais de 20 anos assessorando brasileiros em processos de nacionalidade, vistos de residência e regularização documental. Integra a equipe jurídica da Cidadania e Visto. Assessoria referência no segmento, com mais de 5.000 processos concluídos e avaliação 5,0 estrelas no Google.

O visto D2 Portugal é o visto de residência previsto no artigo 60.º da Lei n.º 23/2007 para quem vai exercer atividade profissional independente ou investir em Portugal como imigrante empreendedor. A lei não fixa valor mínimo de investimento: pede que você já tenha feito operações de investimento ou tenha meios financeiros disponíveis em Portugal e a intenção de investir, além de meios de subsistência calculados sobre o salário mínimo português, de €920 em 2026.

Desde 17 de abril de 2026, o pedido feito no Brasil é exclusivamente presencial, nos centros da VFS Global, segundo o aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Este guia trata da modalidade empreendedor, a de quem abre ou compra um negócio em Portugal. Se você é prestador de serviços autônomo, a outra modalidade do mesmo visto tem um guia próprio: visto D2 para profissional independente.

O que é o visto D2 Portugal e o que diz a lei

O D2 é um visto de residência. Ou seja, ele serve para entrar em Portugal com o objetivo de morar lá e, depois, pedir a autorização de residência na AIMA, a agência que substituiu o SEF em outubro de 2023. A diferença entre as duas etapas está explicada em diferença entre visto e autorização de residência.

A base legal é o artigo 60.º da Lei de Estrangeiros (Lei n.º 23/2007). A Lei n.º 61/2025, de 22 de outubro, e a Lei n.º 62/2026, em vigor desde 11 de setembro de 2026, reformaram várias regras de imigração, mas a redação consolidada do artigo 60.º continua a prever três situações:

  • n.º 1 — profissional independente: quem tem contrato de sociedade, ou contrato ou proposta escrita de contrato de prestação de serviços no âmbito de profissões liberais, e está habilitado a exercer a atividade, quando isso for exigido;
  • n.º 2, alíneas a) e b) — imigrante empreendedor: quem já efetuou operações de investimento em Portugal, ou quem comprova possuir meios financeiros disponíveis em Portugal (inclusive de empréstimo obtido em instituição financeira portuguesa) e demonstra, por qualquer meio, a intenção de investir no país;
  • n.º 2, alínea c) — StartUP Visa: quem desenvolve um projeto empreendedor integrado em incubadora certificada, programa gerido pelo IAPMEI.

Empreendedor, profissional independente ou StartUP Visa?

ModalidadePara quemO que comprova a atividade
Imigrante empreendedor (art. 60.º, n.º 2, a e b)Quem abre empresa, compra participação ou investe num negócio em PortugalOperações de investimento já feitas, ou meios financeiros em Portugal mais a descrição do investimento pretendido
Profissional independente (art. 60.º, n.º 1)Profissional liberal que vai prestar serviços a clientesContrato de sociedade, ou contrato ou proposta escrita de prestação de serviços, e habilitação profissional, quando aplicável
StartUP Visa (art. 60.º, n.º 2, c)Projeto inovador aceito numa incubadora certificadaDeclaração do IAPMEI sobre o contrato de incubação

Na prática, a modalidade empreendedor pede mais preparação em Portugal antes do pedido, porque envolve empresa, conta e dinheiro no país. Por outro lado, o profissional independente depende de clientes que assinem contrato. Se você está em dúvida entre as duas, veja também a comparação visto D2 ou D8 para profissional independente. Para comparar o D2 com outros caminhos de quem quer empreender, como o StartUP Visa e a autorização de residência para investimento, leia visto para empreender em Portugal.

Um ponto que os textos antigos sobre o tema confundiam: o D2 não é o visto do "investidor" no sentido do antigo Golden Visa. A autorização de residência para atividade de investimento segue outro regime, com valores próprios. O D2 é para quem vai tocar o negócio e morar em Portugal.

Requisitos do visto D2 Portugal para empreendedores em 2026

O checklist oficial de documentos usado nos pedidos feitos no Brasil (lista do visto de residência para atividade independente, empreendedores e StartUP Visa) repete a lei: para o empreendedor, vale o comprovativo de que efetuou operações de investimento, ou o comprovativo de meios financeiros disponíveis em Portugal acompanhado de documentação que descreva o investimento pretendido. A seguir, cada peça desse requisito.

Não há valor mínimo de investimento na lei

Nem o artigo 60.º nem o checklist oficial fixam um valor mínimo a investir. Conteúdos que prometem "D2 com X mil euros" estão, portanto, falando de prática de mercado, não de regra legal. O que pesa na análise é a coerência: o dinheiro disponível precisa ser compatível com o negócio descrito. Uma loja com funcionários e ponto comercial pede mais capital do que uma consultoria de uma pessoa só.

Meios de subsistência: a conta sobre o salário mínimo de 2026

Além do dinheiro do negócio, você precisa provar que consegue se manter. A regra está na Portaria n.º 1563/2007, que usa como referência a retribuição mínima mensal garantida. Em 2026, esse valor é de €920 no continente, fixado pelo Decreto-Lei n.º 139/2025 (DGERT). A portaria atribui um peso a cada pessoa do agregado:

Membro da famíliaPercentual do salário mínimoValor mensal em 2026
Primeiro adulto (titular)100%€920
Segundo adulto e seguintes50%€460
Cada filho menor ou filho maior a cargo30%€276

Um casal com um filho, por exemplo, soma €1.656 por mês. Na prática, muita gente prepara o extrato pensando em um ano de estadia (12 × €920 = €11.040 para quem vai sozinho). O número de meses, porém, não aparece no checklist oficial, então confirme o que o posto consular está pedindo no momento. Os recursos precisam estar em nome de quem pede o visto. O mesmo checklist prevê que nacionais de países da CPLP, como o Brasil, possam substituir a prova de meios por um termo de responsabilidade assinado por quem os acolhe, com assinatura reconhecida.

Plano de negócios: não é item nominal, mas quase sempre ajuda

A lei não usa a expressão "plano de negócios". Quem vai pela alínea b) precisa, contudo, "demonstrar a intenção" de investir, e o checklist pede documentação que descreva o investimento pretendido. Um plano de negócios bem feito é a forma mais organizada de cumprir essa exigência. Ele deve responder, no mínimo:

  • o que a empresa vai fazer, para quem vai vender e como vai ganhar dinheiro;
  • por que o negócio faz sentido em Portugal (mercado, concorrência, localização);
  • quanto será investido, em quê e com que origem de recursos;
  • projeção de receitas e custos para os primeiros anos;
  • se haverá contratação local, o que não é exigido, mas mostra impacto econômico.

Escreva o plano em português e mantenha os números coerentes com os extratos e com o contrato social. Um plano que promete faturamento alto com capital mínimo chama atenção pelo motivo errado.

Empresa constituída ou em constituição

A lei admite os dois cenários. Pela alínea a), você chega ao consulado com o investimento já feito, geralmente a empresa constituída, com certidão permanente, capital realizado e início de atividade nas Finanças. Pela alínea b), a empresa pode ainda estar em constituição, desde que o dinheiro já esteja disponível em Portugal e a intenção de investir esteja documentada.

Na prática, ter a sociedade registrada antes do pedido costuma deixar o processo mais claro, porque o analista vê uma atividade concreta, e não só um projeto. Por isso a nossa página do serviço de visto de empreendedor D2 trata a empresa aberta em Portugal como requisito-chave do método de trabalho. A constituição pode ser feita a partir do Brasil, com procuração: veja o serviço de abertura de empresa em Portugal.

NIF e conta bancária em Portugal

O NIF, o número de contribuinte português, vem antes de tudo: sem ele não se abre empresa nem conta em banco português. Quem mora no Brasil pode pedi-lo à distância; o serviço de emissão de NIF cuida dessa etapa. Já a conta bancária em Portugal é o que permite provar "meios financeiros disponíveis em Portugal", nos termos da alínea b), e é também onde entra o capital social da empresa.

Quer saber que data o IRN está analisando agora?Publicamos a fila do Arquivo Central do Porto e da Conservatória dos Registos Centrais por tipo de pedido, com o histórico mês a mês. Atualizamos a cada divulgação do órgão.
Ver os prazos atualizados

Documentos do visto D2 Portugal: checklist do pedido no Brasil

A lista abaixo junta os itens gerais e os específicos do empreendedor, conforme o checklist oficial do D2. O consulado pode pedir documentos adicionais, e a entrega completa não garante a aprovação.

  1. Formulário de pedido de visto nacional preenchido na íntegra e assinado.
  2. Passaporte com validade de pelo menos três meses além da estada prevista.
  3. Seguro de viagem com cobertura de despesas médicas, ou o certificado PB4 do Ministério da Saúde.
  4. Certidão de antecedentes criminais da Polícia Federal, com Apostila de Haia.
  5. Pedido de consulta ao registo criminal português.
  6. Comprovativo de meios de subsistência (ou termo de responsabilidade, no caso da CPLP).
  7. Comprovativo de alojamento em Portugal.
  8. Para o empreendedor: comprovativo das operações de investimento já feitas (contrato social, certidão permanente, capital realizado, início de atividade) ou comprovativo de meios financeiros disponíveis em Portugal mais a descrição do investimento pretendido (plano de negócios).

O pedido de certidão de antecedentes deve ser uma das últimas providências, porque o documento tem validade limitada. A apostila é exigida na certidão criminal; nos demais documentos brasileiros, siga o que a lista pedir. Documentos em português não precisam de tradução. Para os detalhes da outra modalidade, veja documentos do visto D2 para profissional independente.

Como pedir o visto D2 no Brasil, passo a passo

  1. Tire o NIF português. É o primeiro passo para empresa e conta.
  2. Abra a conta bancária em Portugal e transfira os recursos que vão comprovar investimento e subsistência.
  3. Constitua a empresa (ou documente a intenção de investimento, se for pela alínea b) e redija o plano de negócios.
  4. Garanta o alojamento em Portugal: contrato de arrendamento, escritura ou termo de responsabilidade de quem vai hospedar você.
  5. Reúna os documentos pessoais, deixando a certidão de antecedentes criminais para o fim.
  6. Agende e compareça à VFS Global. Desde 17 de abril de 2026 o pedido é só presencial, e pedidos enviados pelo correio depois dessa data são devolvidos. Há centros em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Curitiba e Porto Alegre, segundo as perguntas frequentes da VFS no Brasil. O passo a passo do agendamento está em visto para Portugal na VFS Brasil.
  7. Aguarde a decisão. Pelo artigo 58.º da Lei n.º 23/2007, o prazo de decisão do visto de residência é de 60 dias, como indica também o portal gov.pt.
  8. Viaje para Portugal. O visto de residência vale para duas entradas e permite ficar no país por quatro meses (art. 58.º, n.º 2, da Lei 23/2007). Nesse período, você pede a autorização de residência na AIMA.

Quanto tempo e quanto custa

Na página do visto de empreendedor D2, o prazo estimado do processo é de 60 a 90 dias, e as taxas oficiais, pagas antes do pedido do visto e não incluídas nos honorários, ficam em torno de R$ 1.000. Some a isso seguro, apostilas e, claro, o capital do negócio. Os custos da modalidade independente estão reunidos em quanto custa o visto D2 para profissional independente.

Um lembrete importante: desde o Decreto-Lei n.º 37-A/2024, de junho de 2024, não é mais possível entrar como turista e regularizar a residência em Portugal pela antiga manifestação de interesse. Para empreender e morar lá, o visto precisa ser pedido antes da mudança.

Depois do visto D2 Portugal: residência, família e cidadania

Autorização de residência temporária e renovação

Já em Portugal, você pede na AIMA a autorização de residência do artigo 89.º, com o visto D2 no passaporte. Pelo artigo 75.º, n.º 1, na redação da Lei n.º 61/2025, a autorização de residência temporária vale por dois anos, contados da emissão do cartão, e é renovável por períodos sucessivos de três anos. Na renovação, a empresa precisa mostrar atividade real, com contabilidade e impostos em dia.

Depois de cinco anos como titular de autorização temporária, a lei permite pedir a autorização de residência permanente (art. 80.º, n.º 1, a).

Reagrupamento familiar após a Lei n.º 61/2025

A família pode vir, mas a regra mudou. Pelo novo artigo 98.º, o titular de autorização de residência válida há pelo menos dois anos tem direito ao reagrupamento familiar. A lei traz exceções a esse prazo:

  • filhos menores ou incapazes a cargo;
  • cônjuge ou equiparado que seja, com o titular, pai ou mãe de menor ou incapaz a cargo;
  • cônjuge que tenha vivido com o titular por pelo menos 18 meses antes da entrada dele em Portugal, caso em que o prazo cai para 15 meses;
  • familiares de titulares de certas autorizações específicas (artigos 90.º, 90.º-A e 121.º-A da lei), regimes que não incluem o D2.

Em resumo: um casal com filhos menores não precisa esperar dois anos; um casal sem filhos, em regra, precisa. Por isso, se a família vai junto, vale planejar a ordem dos pedidos antes de agendar a VFS.

Caminho para a cidadania portuguesa

A residência com D2 conta tempo para a naturalização. Com a Lei Orgânica n.º 1/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026, o artigo 6.º, n.º 1, alínea b), da Lei da Nacionalidade passou a exigir residência legal há pelo menos sete anos para nacionais de países de língua oficial portuguesa, como o Brasil, e de Estados da União Europeia; para os demais, dez anos. A lei também exige conhecimento suficiente da língua e da cultura portuguesas, entre outros requisitos, e a forma de prova aguardava regulamentação em setembro de 2026. Os pedidos que já estavam pendentes quando a lei entrou em vigor seguem a regra anterior.

Se você é filho ou neto de português, a cidadania por descendência não depende de tempo de residência e pode ser um caminho mais direto que o visto; para o neto, a LO 1/2026 passou a exigir ligação efetiva à comunidade portuguesa, incluindo a língua. Vale checar isso antes de montar uma empresa só para conseguir morar em Portugal.

O que mais atrasa ou derruba um pedido de visto D2 Portugal

A maior parte das recusas tem causa documental, não de mérito do negócio. Os erros mais comuns:

  • Categoria errada. Quem vai trabalhar remotamente para clientes de fora de Portugal tende a se enquadrar no D8, e quem vive de renda passiva, no D7. O D2 é para atividade no mercado português.
  • Dinheiro fora de Portugal ou em nome de terceiros. A alínea b) fala em meios disponíveis em Portugal, e os extratos precisam estar em nome do requerente.
  • Intenção de investir sem prova. Um plano vago, sem valores e sem relação com o capital disponível, enfraquece o pedido.
  • Documentos incoerentes. Endereço do alojamento, sede da empresa, plano de negócios e extratos precisam contar a mesma história.
  • Documentos vencidos. Antecedentes criminais emitidos cedo demais podem perder a validade antes do atendimento na VFS.
  • Família planejada sem considerar o novo prazo. Contar com o reagrupamento imediato do cônjuge, sem filhos em comum, pode desmontar o plano de mudança.

Perguntas frequentes

Existe valor mínimo de investimento para o visto D2 Portugal?

Não. O artigo 60.º da Lei n.º 23/2007 não fixa valor mínimo: exige operações de investimento já feitas ou meios financeiros disponíveis em Portugal com intenção documentada de investir, e o capital precisa ser coerente com o negócio. À parte, você comprova meios de subsistência com base no salário mínimo português, que é de €920 por mês em 2026 para o titular.

Preciso abrir a empresa antes de pedir o visto D2 Portugal?

A lei aceita tanto o investimento já feito quanto a empresa em constituição, desde que o dinheiro esteja disponível em Portugal e a intenção de investir esteja documentada. Na prática, chegar com a sociedade registrada, capital realizado e início de atividade nas Finanças costuma tornar o pedido mais claro para o consulado.

O plano de negócios é obrigatório para o visto D2?

A lei não usa a expressão "plano de negócios", mas o checklist oficial pede documentação que descreva o investimento pretendido quando a empresa ainda não existe. O plano é a forma mais organizada de cumprir isso e, mesmo com a empresa aberta, ajuda a mostrar que o capital é compatível com a atividade.

Onde pedir o visto D2 no Brasil?

Desde 17 de abril de 2026, o pedido é feito só presencialmente, nos centros da VFS Global em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Curitiba e Porto Alegre, com agendamento prévio; pedidos enviados pelo correio depois dessa data são devolvidos.

Posso levar minha família com o visto D2 Portugal?

Sim, mas pelo artigo 98.º na redação da Lei n.º 61/2025 o reagrupamento familiar exige, em regra, dois anos de autorização de residência do titular; ficam fora desse prazo os filhos menores ou incapazes a cargo e o cônjuge que tenha com o titular filho menor a cargo, e o cônjuge que viveu com o titular 18 meses antes da mudança espera 15 meses.

Quanto tempo vale a residência obtida com o D2?

O visto vale por quatro meses, com duas entradas; na AIMA, a autorização de residência temporária é emitida por dois anos e renovada por períodos de três anos, e após cinco anos de residência temporária é possível pedir a autorização de residência permanente.

Depois de quantos anos com o visto D2 posso pedir a cidadania portuguesa?

Pela Lei Orgânica n.º 1/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026, brasileiros e demais nacionais de países de língua oficial portuguesa (e cidadãos da União Europeia) podem pedir a naturalização após sete anos de residência legal em Portugal, além dos outros requisitos da lei, como o conhecimento da língua e da cultura portuguesas; pedidos que já estavam pendentes seguem a regra anterior.

O visto D2 Portugal funciona bem para quem tem um negócio real para tocar e prepara empresa, conta e documentos na ordem certa. Cada caso tem suas particularidades — começa por uma análise honesta. Se quiser montar o seu pedido com acompanhamento de advogado dedicado e equipe no Brasil e em Portugal, conheça o serviço de visto de empreendedor D2 da Cidadania e Visto.

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