Entre os museus em Portugal mais conhecidos estão seis que contam a história do país por ângulos diferentes: o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Nacional dos Coches, o Museu Arqueológico do Carmo e o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa; o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra; e o Museu dos Descobrimentos, em Belmonte, terra de Pedro Álvares Cabral. Para quem mora em Portugal, há ainda uma vantagem: desde agosto de 2024, os residentes podem entrar de graça nos museus e monumentos nacionais em até 52 dias por ano, segundo o Observador.
A seguir, o que cada um guarda, onde fica e por que vale a visita, especialmente para brasileiros.
Museus de Lisboa: o Azulejo e os Coches
1. Museu Nacional do Azulejo
Portugal é famoso pelos azulejos, e este é o museu dedicado a eles. O acervo mostra como as peças são feitas, de onde vêm os desenhos e como o azulejo acompanhou a história do país, com peças abstratas e grandes painéis que contam cenas inteiras.
O museu fica no antigo Convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, em Lisboa. A coleção vai da segunda metade do século XV até os dias de hoje. O próprio edifício, com a igreja decorada, é parte da visita.
2. Museu Nacional dos Coches
O Museu Nacional dos Coches, em Belém, guarda carruagens da Casa Real portuguesa do século XVI ao XIX e mostra a evolução desse meio de transporte. O acervo reúne também selas, arreios, fardamentos e acessórios de cortejo.
Uma das peças que mais chamam a atenção é o landau em que o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro foram assassinados em 1908, ainda com as marcas dos tiros. É uma visita obrigatória para quem passa por Belém, perto do Mosteiro dos Jerónimos.
Museus de Lisboa: o Carmo e a Arte Antiga
3. Museu Arqueológico do Carmo
O Museu Arqueológico do Carmo foi fundado em 1864, um ano depois da Associação dos Arqueólogos Portugueses, que o mantém até hoje. Ele funciona nas ruínas da Igreja do Carmo, no Chiado.
A igreja começou a ser construída no fim do século XIV e foi destruída pelo terremoto de 1755, seguido de incêndio. O templo nunca voltou a ter teto, e os arcos abertos para o céu são a imagem mais conhecida do lugar. O acervo reúne peças arqueológicas de várias épocas. Como o museu é mantido por uma associação, ele tem horário e bilhete próprios, que devem ser conferidos no site.
4. Museu Nacional de Arte Antiga
Criado em 1884, o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, reúne a mais importante coleção pública de arte antiga do país, com obras do período medieval ao século XIX. Há pintura, escultura, ourivesaria e artes decorativas portuguesas, europeias e de regiões com que Portugal se relacionou na época das navegações.
Entre as obras mais famosas estão os Painéis de São Vicente, atribuídos a Nuno Gonçalves, e As Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch. O museu também guarda muitas peças classificadas como tesouros nacionais.
Fora de Lisboa: Coimbra e Belmonte
5. Museu Nacional de Machado de Castro
Criado em 1911, em Coimbra, o Museu Nacional de Machado de Castro leva o nome do escultor Joaquim Machado de Castro, natural da cidade. É conhecido pela coleção de escultura, uma das mais importantes de Portugal, e reúne também pintura, ourivesaria, mobiliário e arqueologia.
O edifício fica sobre o criptopórtico romano da antiga cidade de Aeminium, que pode ser visitado por baixo do museu. A visita combina bem com a Universidade de Coimbra, logo ao lado.
6. Museu dos Descobrimentos (Belmonte)
Em Belmonte, terra natal de Pedro Álvares Cabral, o Museu dos Descobrimentos – Centro de Interpretação "À Descoberta do Novo Mundo" foi criado para dar a conhecer a viagem de Cabral e a história do Brasil, segundo a Câmara Municipal de Belmonte. Por isso, é um passeio com interesse especial para brasileiros.
A exposição usa recursos multimídia e interativos. Belmonte fica no interior, na região da Serra da Estrela, e a visita pode entrar num roteiro pelo centro do país.
Entrada gratuita para residentes e dicas de visita
Desde agosto de 2024, quem reside em Portugal pode entrar de graça em museus, monumentos e palácios nacionais geridos pelo Estado em até 52 dias por ano, em qualquer dia da semana. Antes, a gratuidade para residentes valia só aos domingos e feriados. Em julho de 2026, a ministra responsável pela Cultura disse que pretende rever o regime, segundo o Observador, mas nenhuma mudança tinha sido publicada até setembro de 2026.
A regra vale para os museus nacionais, geridos pela Museus e Monumentos de Portugal. Museus de associações ou de câmaras municipais, como o do Carmo e o de Belmonte, têm preços e horários próprios. Para aproveitar, leve um documento que comprove a residência e confira o horário no site de cada museu antes de sair.
Se você está planejando viver em Portugal, os museus são uma boa forma de conhecer o país por dentro. Outras sugestões de passeio estão no artigo sobre o Palácio de Queluz e no de tudo sobre o Museu do Vinho de Alcobaça.
Perguntas frequentes
Quais são os museus mais famosos de Portugal?
Entre os mais conhecidos estão o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Nacional dos Coches e o Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, e, para brasileiros, o Museu dos Descobrimentos, em Belmonte, dedicado a Pedro Álvares Cabral.
Residentes em Portugal pagam para entrar nos museus?
Nos museus, monumentos e palácios nacionais, quem reside em Portugal pode entrar de graça em até 52 dias por ano, em qualquer dia da semana, regra em vigor desde agosto de 2024; museus de associações e de câmaras municipais têm regras próprias, e o Governo anunciou em 2026 a intenção de rever o regime.
Qual museu de Portugal fala do descobrimento do Brasil?
O Museu dos Descobrimentos, em Belmonte, é um centro de interpretação criado para dar a conhecer a viagem de Pedro Álvares Cabral, que nasceu na vila, e a história do Brasil, com recursos multimídia e interativos.
Onde ver a carruagem do regicídio de 1908?
O landau em que o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe foram mortos em 1908 está no Museu Nacional dos Coches, em Belém, Lisboa, e ainda mostra as marcas dos tiros.
Por que a Igreja do Carmo não tem teto?
A Igreja do Carmo, em Lisboa, foi destruída pelo terremoto de 1755 e pelo incêndio que veio depois, e nunca foi totalmente reconstruída; hoje as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, fundado em 1864.
Morar em Portugal passa por mais do que passeios: visto, documentos e, para quem tem ascendência portuguesa, a cidadania. Cada caso tem suas particularidades — começa por uma análise honesta; fale com um especialista ou faça o teste de cidadania.






