Golpe cidadania portuguesa fraude: um homem de 49 anos, de nacionalidade portuguesa, foi preso no aeroporto de Vitória (ES) em 14 de agosto de 2026 acusado de aplicar esse tipo de esquema em brasileiros. Ele cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por pessoa, retinha os documentos originais das vítimas e depois desaparecia. O caso expõe uma fraude estruturada que pode ter atingido dezenas de brasileiros — e levanta uma pergunta urgente para quem considera iniciar esse processo: como distinguir uma assessoria legítima de um esquema criminoso?
O caso foi divulgado pelo DN Brasil e confirmado pela Polícia Civil do Espírito Santo. Entender como funciona o golpe da cidadania portuguesa é o primeiro passo para se proteger e não perder documentos, dinheiro e tempo.
Operação Lusitana: como a fraude na cidadania portuguesa foi descoberta
A investigação — batizada de Operação Lusitana pela Polícia Civil do Espírito Santo — teve início em março de 2026. Tudo começou após uma vítima procurar o 3º Distrito Policial de Vitória e relatar que havia contratado o serviço há mais de um ano sem qualquer resultado. A prisão aconteceu durante a segunda fase da Operação Lusitana, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo, por meio do 3º Distrito Policial de Vitória.
A primeira fase da operação foi realizada em 22 de julho, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão no apartamento do investigado, em São Paulo. Na ocasião, os documentos originais das vítimas já identificadas durante a investigação foram recuperados. O investigado foi preso ainda no interior da aeronave, quando retornava de São Paulo para Vitória.
O modus operandi era sofisticado. Segundo o delegado Diego Bermond, titular do 3º Distrito Policial de Vitória, o suspeito se apresentava como uma espécie de despachante ou agenciador e usava o fato de ser português para conquistar a confiança dos clientes. Além disso, segundo o delegado, o suspeito se apresentava como presidente da Associação Capixaba de Portugueses e entrava em contato com as vítimas para oferecer os serviços.
Para reforçar a ilusão de legitimidade, ele também utilizava um perfil no Instagram para atrair vítimas e teria criado um e-mail falso, semelhante ao utilizado pelo consulado.
O mecanismo central do golpe era simples: o suspeito cobrava das vítimas pelo processo de cidadania portuguesa e retinha os documentos originais necessários para dar início ao procedimento. Após embolsar o pagamento e a documentação, ele interrompia qualquer contato. Sem número de protocolo e sem os papéis em mãos, os lesados ficavam sem instrumentos para buscar o andamento do processo junto ao IRN (Instituto dos Registos e do Notariado) de Portugal.
O homem foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por quatro crimes de estelionato e responde a uma ação penal. A investigação aponta que o número de vítimas pode passar de 20 somente no Estado. A Polícia Civil estima que o total real de atingidos seja ainda maior, pois parte das vítimas pode não ter registrado ocorrência.
Por que o golpe da cidadania portuguesa funciona — e quem é mais vulnerável
A fraude na cidadania portuguesa explora fatores estruturais que tornam esse processo um terreno fértil para esquemas criminosos. Primeiro, a demanda: o interesse de brasileiros na dupla nacionalidade cresce consistentemente há anos. Mobilidade europeia, segurança patrimonial e oportunidades profissionais impulsionam esse crescimento.
Segundo, a complexidade: o processo envolve documentação genealógica, apostilamentos, cartórios em dois países e submissão ao IRN em Portugal. Esse conjunto de exigências gera insegurança e dependência de intermediários.
Pessoas com avô ou bisavô português, que já localizaram alguma certidão em casa e estão dando os primeiros passos, são particularmente vulneráveis ao golpe da cidadania portuguesa. O fraudador conhece esse perfil: o suspeito havia trabalhado com esse tipo de serviço e conhecia os procedimentos utilizados. Isso lhe permitia usar linguagem técnica convincente, citar etapas reais do processo e simular familiaridade com órgãos como o consulado e o IRN.
Outro elemento que facilita a fraude é a aparência de autoridade. Cargos como "presidente de associação cultural" e perfis em redes sociais com conteúdo sobre Portugal criam uma percepção de credibilidade. Entretanto, essa percepção não encontra amparo em nenhum registro profissional verificável.
Vale registrar que, em audiência de custódia, o suspeito negou ter cometido golpe. Ele atribuiu os atrasos a entraves burocráticos. A investigação policial, contudo, apontou para o padrão sistemático de retenção de documentos e rompimento de contato com as vítimas — marcas clássicas do estelionato na cidadania portuguesa.
Como identificar fraude na cidadania portuguesa antes de contratar
O caso torna urgente um guia prático de verificação. A seguir, os critérios objetivos que separam uma assessoria idônea de um esquema de estelionato — e ajudam a identificar o golpe cidadania portuguesa fraude antes de qualquer prejuízo:
1. Confirme o registro profissional do advogado responsável
O processo de cidadania portuguesa é um ato jurídico que tramita em Portugal. Por isso, o profissional que assina peças e atua diretamente nas conservatórias precisa ter registro na Ordem dos Advogados de Portugal (OAP). A consulta é pública e gratuita em portal.oa.pt — basta buscar pelo nome ou número de cédula.
Do lado brasileiro, o cliente é brasileiro, com contrato no Brasil — então também precisa ter, do lado de cá, um advogado registrado na OAB com quem possa se relacionar formalmente, prestar contas e, eventualmente, acionar. A verificação na OAB é feita em cna.oab.org.br. Se o profissional não tem registro em nenhuma das duas Ordens, o risco de cair em um golpe da cidadania portuguesa é alto.
2. Exija o número de protocolo no IRN
Todo processo de cidadania submetido ao IRN gera um código de consulta. Esse número permite acompanhar o andamento diretamente no portal oficial nacionalidade.justica.gov.pt, sem depender de intermediários. Uma assessoria legítima entrega esse código ao cliente assim que o processo é protocolado.
Portanto, recusar-se a fornecer o número de protocolo — ou postergar indefinidamente esse fornecimento — é um sinal de alerta grave de possível fraude na cidadania portuguesa.
3. Nunca entregue documentos originais sem contrato formal
O ponto central do golpe descrito pela Operação Lusitana era a retenção de documentos originais. Uma assessoria profissional trabalha com cópias autenticadas e apostiladas. Documentos originais, quando necessários, devem ser acompanhados de recibo formal e cláusula de devolução no contrato.
Em resumo: entregue documentos pessoais apenas com contrato assinado que especifique a lista de itens recebidos.
4. Pesquise a reputação antes de pagar
Plataformas como Reclame Aqui, Google Reviews e redes de grupos de brasileiros em Portugal acumulam registros de experiências reais. Avaliações com nome, foto e relato detalhado têm peso diferente de perfis genéricos. Dessa forma, desconfie de assessorias com histórico recente ou ausência total de avaliações verificáveis — podem ser indício de golpe na cidadania portuguesa.
5. Desconfie de títulos sem comprovação
Cargos como "presidente de associação" ou "representante do consulado" não conferem habilitação legal para conduzir processos de cidadania. Na verdade, o único título que importa é o registro ativo em uma Ordem de Advogados — OAB no Brasil ou OAP em Portugal.
Para confirmar a legitimidade de um processo já iniciado, acesse diretamente a AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) ou o portal do IRN. Os dois órgãos têm canais de contato direto e não comunicam exclusivamente por e-mail com remetentes desconhecidos.
O que fazer se você já foi vítima de golpe na cidadania portuguesa
Quem se reconhece nesse perfil deve agir em três frentes:
- Registro de ocorrência policial: procure a delegacia mais próxima e registre boletim de ocorrência por estelionato. Guarde todos os comprovantes de pagamento (Pix, transferência, boleto), conversas (WhatsApp, e-mail), contratos e recibos de documentos entregues.
- Contato com a Polícia Civil do Espírito Santo: a investigação da Operação Lusitana está aberta e as autoridades encorajam novas vítimas a se identificar. Quanto mais vítimas formalizarem denúncia, mais robusto fica o processo criminal contra fraudes na cidadania portuguesa.
- Avaliação jurídica do status do processo: um advogado com registro na OAP pode verificar, diretamente no IRN, se algum processo foi de fato protocolado em seu nome — e, se não foi, iniciar o processo corretamente a partir do zero.
A recuperação de documentos originais é possível: na primeira fase da Operação Lusitana, os documentos originais das vítimas já identificadas durante a investigação foram recuperados. Isso reforça a importância de formalizar a denúncia ao sofrer qualquer golpe relacionado à cidadania portuguesa.
Como uma assessoria séria conduz o processo de cidadania portuguesa
O contraste com o esquema criminoso descrito acima é útil para entender o que uma assessoria legítima faz de diferente — e como evitar cair em fraude na cidadania portuguesa. A Cidadania e Visto é uma assessoria especializada em nacionalidade portuguesa e vistos para Portugal. Ela entrega processos de regularização em até 18 meses (média do mercado: 4 anos), com advogados registrados na OAB Brasil e na OAP Portugal. Além disso, mantém historicamente zero pedidos negados desde a fundação em 2019, graças a uma metodologia de verificação prévia em múltiplas etapas antes de qualquer protocolo.
O canal online do IRN é exclusivo e obrigatório para mandatários — advogados e solicitadores inscritos nas respectivas Ordens em Portugal — que representam cidadãos estrangeiros no pedido de nacionalidade. Particulares não têm acesso à plataforma digital e precisam usar o correio ou atendimento presencial. Ou seja, um despachante sem registro na OAP simplesmente não tem acesso ao canal oficial de submissão. Qualquer promessa de agilidade feita por um não-advogado carece de base técnica e pode esconder um golpe na cidadania portuguesa.
Processos conduzidos por assessoria especializada incluem: análise jurídica do caso antes de qualquer cobrança, contrato formal com lista de documentos recebidos, número de protocolo IRN entregue ao cliente e boletins periódicos de atualização do andamento. Esse padrão é rastreável e verificável — o oposto do que a Operação Lusitana revelou sobre a fraude na cidadania portuguesa.
Para quem ainda está na etapa de avaliação, o teste gratuito de elegibilidade para cidadania portuguesa permite verificar se o perfil se enquadra nas vias disponíveis — sem custo e sem compromisso.
Perguntas Frequentes sobre Golpe da Cidadania Portuguesa
O que é o golpe da cidadania portuguesa?
É um esquema de estelionato em que o fraudador se apresenta como assessor ou despachante especializado em cidadania portuguesa. Ele cobra honorários antecipados (em geral entre R$ 7 mil e R$ 10 mil, segundo a Polícia Civil do ES), retém os documentos originais das vítimas e interrompe o contato sem protocolar nenhum processo junto ao IRN de Portugal. O caso da Operação Lusitana, no Espírito Santo, é um exemplo real e documentado desse tipo de golpe cidadania portuguesa fraude.
Como saber se a assessoria de cidadania portuguesa é legítima?
Verifique o registro do advogado responsável na OAB (em cna.oab.org.br) e na Ordem dos Advogados de Portugal (em portal.oa.pt). Exija contrato formal antes de entregar qualquer documento. Solicite o número de protocolo do IRN após o protocolo do processo. Pesquise avaliações no Google e no Reclame Aqui. Assessorias idôneas não recusam nenhum desses pontos. A ausência de qualquer um deles pode indicar fraude na cidadania portuguesa.
Preciso contratar um advogado para fazer cidadania portuguesa?
Não é tecnicamente obrigatório — qualquer pessoa pode enviar o pedido pelo correio ou presencialmente. No entanto, o canal online do IRN, que oferece maior agilidade e rastreabilidade, é exclusivo para solicitadores e profissionais registrados na Ordem dos Advogados de Portugal. Processos conduzidos por juristas com duplo registro (OAB e OAP) tendem a apresentar menos erros documentais e prazos mais curtos — além de oferecerem maior proteção contra golpes na cidadania portuguesa.
O que fazer se já cai em um golpe de cidadania portuguesa?
Registre boletim de ocorrência por estelionato com todos os comprovantes disponíveis (pagamentos, conversas, contratos). Entre em contato com a Polícia Civil do Espírito Santo, responsável pela Operação Lusitana. Busque um advogado com registro na OAP para verificar diretamente no IRN se há algum processo em seu nome e, se necessário, iniciar o processo correto a partir do zero. Não espere para agir: quanto antes você formalizar a denúncia de golpe cidadania portuguesa fraude, maiores as chances de recuperar documentos e valores.
Como acompanhar um processo de cidadania portuguesa sem depender do assessor?
Acesse o portal oficial nacionalidade.justica.gov.pt e insira o código de consulta de 12 dígitos fornecido no momento do protocolo. Se o assessor não entregou esse código, isso é um sinal de alerta de possível fraude na cidadania portuguesa. Também é possível contatar diretamente o IRN pelo portal irn.justica.gov.pt para verificar se um processo foi de fato registrado em seu nome.
Próximos passos: confirme sua situação antes de agir
O caso da Operação Lusitana reforça que o mercado de assessoria em cidadania portuguesa exige critério rigoroso na escolha do profissional. A demanda crescente e a complexidade do processo criam condições para que o golpe cidadania portuguesa fraude floresça. Por outro lado, existem instrumentos públicos e verificáveis para separar o legítimo do fraudulento.
A verificação começa pelos registros profissionais (OAB e OAP) e passa pelo contrato formal. Por fim, chega ao número de protocolo IRN. Quem não entrega esses três elementos não está conduzindo um processo de cidadania portuguesa — está apenas prometendo um.
Se o objetivo é iniciar o processo de cidadania portuguesa com segurança jurídica e rastreabilidade, cada caso tem suas particularidades. Conduzimos. Conectamos. Cuidamos. Entre em contato com a equipe da Cidadania e Visto para uma análise inicial — a avaliação de elegibilidade é gratuita e feita por advogados com registro nas duas Ordens, sem compromisso de contratação.






